07 abril 2015

E se ...




  Ultimamente tenho me perguntando muito sobre como seria a minha vida, o mundo se as coisas fossem diferentes, tenho entrando muito na vertente do desconhecido e me pego várias vezes imaginando o um mundo diferente, a mudança  que nunca chega e em uma dessas aulas de história eu me perguntava a história do mundo se a grande guerra não tivesse ocorrido, se a Belle Époque tivesse continuado em que mundo viveríamos hoje, seria ridículo dizer que não sou apaixonada e intrigada pelo século 20, as transformações para o mundo que conhecemos hoje aconteceram naquela época. 
   E se, estas duas palavras que podem significar tanto, para uma mão que perdeu um filho, para alguém que esconde um erro que cometeu, para alguém que paga por uma erro, para as mudanças de vida, de pessoas, se a Belle Époque tivesse continuado com certeza teríamos uma sociedade diferente, Belle époque foi quebrada por um mal vil, como um predador faminto por sangue, a grande guerra que destroçou vidas e pessoas, criou ilusões e desconstruiu outras, sobre os pilares da dor erguemos nosso mundo para que pudêssemos destruí-lo logo depois em uma guerra ainda pior. E se... E se os países nunca tivessem decidido pela guerra optassem pelo diálogo, será que nossa sociedade seria menos voraz, mais humana? 
    Esta resposta que me intriga eu mesmo respondo a mim mesma com um não, com um sonoro não que ecoa pelo meu universo de dúvidas, sonhos e criações que alguém por ai um dia poderia tornar real assim como aqueles engenheiros de guerra faziam com suas máquinas de matar, suas criações sombrias para um mundo sombrio. Não, não seríamos mais humanos nem mais justos, talvez o sentimento de imortalidade nos atingisse e nós passássemos a ser piores em qualquer aspecto. E se... e se eu não tivesse feito o que fiz? E se tivesse agido de outra maneira ? E se tivesse me arrependido? E se tivesse fugido quando tive tempo? E se tivesse ligado mais? Tantas perguntas que não se calam na minha nada silenciosa mente, que não descansa apenas revigora-se em mais perguntas.
    E se não tivesse passado pelo que passei, e se tivesse construído meus alicerces na areia ? E se tivesse desistido? E se não tivesse passado pela ruína de uma guerra interna, daquelas que você luta contra si mesmo para chegar a algum lugar? E as respostas nunca vem, minha mente se cala, eu me calo, ao som de Beethoven elas se vão e me deixam aqui a admirar a beleza de uma mudança, a beleza das lutas e do que eu mesma construí sob as cinzas de uma velha eu, que não existe mais.